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O medo foi sair a rua! Comi-lhe o trevo inseguro; Cresceram em mim pétalas  no escuro.
- A preocupação é a limitação das imitações limitadas. 
Tudo está para além do seu significado. É a beleza do desencanto! Destapar o cobertor e ver uma cama vazia. Ainda assim poder sentir a sintonia do calor que me trazia. Enquanto me alcanço de significados insignificantes, De palavras sem encantos. Chego mais perto, Da real incógnita. O eu! Menina infante! E enquanto questionas... Pois esse é o modo como funcionas, Oiço-te como uma canção que foi escrita por mim. Por ti ou por todos os que nunca compreendereis, Decerto aqueles que são os seus próprios Reis.
Fui como a foz de um rio. Desviara-me das pedras de embalar, Seguindo a corrente sem olhar. E agora a solidificar, Quero apenas desaguar E me misturar. Diluir-me em frente, Nas novas correntes, Desafogar-me eternamente. Ser mar, purificar, Amar, viajar, Ser a cor do meu mundo, Azul profundo. Ainda suspiro a negação negativista, Do que me envolve, De mim mesma, derrotista De ser artista E até alquimista. E espirro os ventos gélidos, Das correntes da minha mente, Outrora benevolente. Frágil mente, Frágil sente, Correntemente. Empurro-me lenta, Com medo do vento. E não sinto ainda o quente, Pois só o coração sabe Fazer de mim gente. Ando mais devagar, Obediente.
Tudo! Ser gente é ter alma! Tudo! O que é ser gente? O que é ser vento e água e fogo e ar a solidificar? Ser terra e ser mar... Ser nuvem e céu… Ser árvore… Ser sombra. Ser molde. O que é ser alma? Ser banco de jardim... Ser chão de calçada... Uma estrada abandonada... Uma faca, pão e queijo. Nada! Ser alma é ser gente! Nada! É ser molde que derrete ao sol e escorre à chuva. É ser chuva que evapora ao sol... Nada!  Tudo!
Não me ames somente.... Ama-te e ama-me, Sente. Amar não é possuir, Pois não te possuis. Somente te constituis, De vida e de morte, Sem qualquer sorte. Ama-te! Chama-te! É essa a chama do verdadeiro amor, Aquela que te aquece sem louvor. Sem um obrigado forçado, Ou um sorriso cerrado... Sem a obrigação, De amar alguém, Que cobriu o próprio coração, De ninguém.
Aceitar é lidar Com o momento. Procurar em ti O tempo sem fim. Sente bom vivente, Crente de ti! Do que podes mudar, Enfim!

Diálogos

Who makes stereotypes? People Who is taught limitation? People Who teaches limits? People Who can possibly break the walls? People How? Learning about people How? Learning about yourself How? Acceptance and Change?! So…How can you accept by not accepting? Maybe you want to say….Not accepting by accepting! Isn’t that the same?! The thing is…yes you should accept so you won’t judge… always starting with yourself! Then you make the choice to change or just stay still. Both have consequences…. And what happens then? The very same intention you called for yourself...the heart sings its ways…you’ll know when it feels right. So until then…. I suggest never stop working on yourself and careful about yours so very right mind sets and believes because if it’s hard to live with them… they’re probably not right yet… and that’s ok. Realizing that is the foundation of starting to get in touch with our real self… after that the walls will slowly start op...
Não entres demasiado fundo nos túneis que escavas. Eles são feitos para descobrires as saídas de volta. Para aprenderes a escalar. Distingue a água da sede. Escava com um propósito. As minhas emoções estão do avesso... Não distingo bem as cores. Já não sabes onde estás? Não te lembras do que és? Só pensas no que foste. No que não queres ser... Procura-te. Estás no teu silêncio. Estás na partilha do que descobres em ti.
it's all a matter of self perspective you know...  sometimes life is bigger than you... yet other times you're bigger than life. .the measure is your creation.
Vivemos ou sobrevivemos numa realidade palpável, com recompensas palpáveis, até com sentimentos traduzidos e transmutados para objectos ou corpos palpáveis, para que palpávelmente não nos falte nada! Num sentido palpável temos tudo o que precisamos...  Temos os pés no chão, isto é, existe chão, existe corpo, existem sistemas a que chamamos ruas e casas com passeios e paredes e estradas... por vezes confundidas com caminhos... Mas o que é que nos move? Existirá algum tipo de espírito que exista de forma palpável? A vida? Ou existirá antes algo palpável que nos vai sugando o espírito? O corpo? Mas afinal existe espírito no dicionário para quê? Um dicionário existe! E a vontade? De onde é que ela vem? é uma senhora? Um corpo, uma ilusão, um fantasma? Mas o que é que nos move? Os caminhos são estradas ou são caminhos? As pessoas são corpos ou serão pessoas? O que serão os espelhos, objectos ou reflexos? Será a divisão a forma de tudo se encontrar ou será o encontro ...
No meu mundo real eu existo. No teu mundo real tu existes. No meu mundo fantasma eu sou real. No teu mundo fantasma eu não sou. Tudo é fantasma e tudo é realidade. Tudo é o que é dentro da nossa individualidade E tudo é o que não é fora dela. 
A arte caminha sem os pés no chão... voa de encontro às possibilidades que abrem as grades da realidade-gaiola.  Não nos protege desta, pelo contrario, defronta-nos com as paredes para que as possamos quebrar e construir novas, mais transparentes. O céu.
Tenho olhos nas mãos E mãos nos olhos! Tenho boca na testa  E testa na boca! Tenho nariz no ouvidos E ouvidos no nariz! Os sentidos são sentidos Quando os sentes, Sob vários sentidos  diferentes!
[Respiro....fundo...] O fluxo escorre em mim Na dualidade interna, Entre a função e a disfunção De ser corpo e vontade, Louco e lúcido, Homem.
Estou à espera, Enquanto espero, Espero_Espero... Desespero, D e s e s p e r o! Em pausa espero, Espero_Espero... Desespero, D e s e s p e r o! E fico, E caio, E largo, E agarro, O que fica depois de cair! Agarro o que escolho para vir. Renasço das escolhas do desespero das grades que me impediram de ser, De vir, De ver, De ter, De querer... E caio, E largo, E volto a agarrar, O sentido de mim mesma, Sem o desespero de ser lesma! E venho e volto e sou e acordo ao meu lado, Sou o meu sonho, Sonho meu - sou. E já não desespero Até vir a não ser, Este novo ser, Que escolhi vir a ser. De novo volto a querer Ser outro eu, Diferente deste que me amarrou, O mesmo eu.
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Este mundo age em mim como uma vacina... A vida é a doença que me pode curar. Agir e errar são os anticorpos a funcionar.
[Uma história de amor crua Em que o sol deixa a lua nua...] A da união dos homens.  Do masculino e feminino. Do equilíbrio através da reciprocidade! A lua espelha a luz do sol para que este ganhe consciência da sua força e brilho! (Cresce e repousa sereno). A lua tem de aprender que é mais do que um mero reflexo, ela absorve e renasce... Raia a sua luz, na aceitação do seu lado obscuro e na partilha da sua nova consciência! [Também a lua despe o sol, segura, sabendo que a sua verdade é pura, mas mesmo sem nada saber este amor para sempre dura.]
Ferir a tela é deixar a loucura à solta... É deixar que a loucura se vire, não contra mim... Mas contra ela própria. Assim nasce a arte. Assim renasce o artista E a vida e o Homem!
(Parada...impotente...parada) Sinto-me a fugir! A fugir do meu rasto. Aquele que criei Por me sentir gasto. Criei-o, E agora perco-me na sua ilusão. A mesma que o criou A de que me afasto! (Tropeço) Para quê construir casas Se não viverei dentro delas? Para que servem as janelas Se não para contemplar as paisagens mais belas? (Salto) O belo é feio e o feio é belo. Mas as janelas, As casas e as coisas, São. Eu lhes darei fruto Com a minha auto-recriação! (Caminho...de encontro ao destino).
Os espelhos salgam-me a vida! Apimentam-me os olhos e os cabelos, Em saladas amargas de rúcula deliciosa.
Isto Não É Um Poema As palavras não falam. As paredes não são casas. Nem o corpo o que tu és. (Somente as intenções e as vontades serão ______________________________Tu. Movidamente e erradamente reais, ______________________________Tu.) As palavras dão forma ao sentir. Materializam o desmedido infinito! Dentro de um vocabulário insuficiente, Com inicio e fim limitado, Nunca serão o ser… Mas a via da sua chegada. As palavras nunca terão infinitude... Sem a loucura de alguém, Que mudo, olha em seu redor e sente o vazio completo das suas ilusões. Podemos falar, eu e tu, Mas isso será somente metade, Do que infinitamente poderemos ser.
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Universos paralelos Onde estão? Aqui, ali, Fora de mim, de ti, Dentro, De tudo, em tudo! Escadas, espelhos e pombos correios. Escolhas, caminhos e corredores. Aqui, agora, ontem e amanhã! Fui em mim, sim e não sem fim, porque escolhi e escolhi e escolhi! Senti que a liberdade é minha e tua e vossa e nossa! Total e partilhada sem lugar ou tempo ou paredes duras como a mente! O instinto é a solução. Fazer perguntas com o coração! Mas aqui no mundo da terceira dimensão É a dualidade que nos prende e nos liberta! Para uma nova e total compreensão Que em cada um adormece secreta.
Eu precisoooooo de escrever!!!!!!!!!!!!!!! De me perder.....................! Estou num emaranhado de sensações de cordas e cordões! Não sei se rio, se choro, se guardo, se pio. De que adianta? O meu coração está por um fio!!!!!! Xiu! Para mostrarem que aceitam, criticam e corrigem! Para mostrarem que se importam, ignoram e fingem! ESTOU FARTA DE APRENDER TUDO AO CONTRÁRIO E REEAPRENDER SOZINHA SEM HORÁRIO! Grita! Estou cansada de me sentir e ao mesmo tempo saber que nada disto é real... é um arraial! Frustrações e pensamentos negros espicaçados e amedrontados pela minha própria força. Sinto cansaço por saber o que está para vir, sem nada saber do que vou sentir. Sinto medo das adversidades que criei para mim mesma. Sinto medo das que não criei, mas que tenho de enfrentar na mesma! (...) Todos os dias enfrentamos o mundo A nós mesmos a fundo. [Ainda te escolhias? -Sim!] Sem as noites silenciosas não haveriam manhãs  harmonio...
O coração humano sente o desejo fatiado de ciúme: - ELE FITA-O    E FACA-O   E FOME-O!
O tempo é o vento do passado. Desacelerado, torna-se num doce momento ilimitado.
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Almas capicuas segredam mensagens cruas. Espelhos de rua reflectem a demência do olhar, Renasce a vontade de escalar! Trepam os muros sombrios, Tornam-se transparentes, Desnudas as mentes que sentem calafrios, Despertam dormentes. Escondem-se nas loucuras que nascem no peito, Alcançam o seu próprio direito sem preconceito. Fervem a poção a vapor de intuição, Crescem inseguras de agitação! Elevam a consciência de sentir o outro como um só, Peças do mesmo jogo de compreensão, Desenrolam o nó sem explicação. Confia na sabedoria do momento! É tão real o procedimento de desobedecer ao tempo. Ouve o vento! Ama a tua alma! Desaba e retorna calma.
Sinto o teu perfume idílico que me faz soar palavras raras. O teu mistério é tão subtil como uma canção que me embala para a vida, consumida. Libertas-me do meu eco interior, tornas-me sedutor. Vou ao teu encontro pelas minhas hesitações, sem limitações E devolves-me esse teu olhar com mil novas fruições! Despeço-me de mim sempre que te encontro. Empresto-me para o bem maior de te contemplar sem cronómetro. Entre o teu universo e o meu Fundimo-nos dispersos, quem sou eu? Como se me sussurrasses ao ouvido quando nos destapo E nos cubro dentro de um momento por onde não escapo! Não, não foi em vão ser omisso, Juro-te compromisso. Jovem, intemporal, Transmites o sonho universal. És a vitalidade dos momentos da tua (re)criação, Antecipo o que não me dizes, vejo a solução! És a perfeição, a lealdade sem prisão! As mil peças do enigma da minha canção! Alimentas o meu coração que se funde na contemplação de amar tod...
[Vejo, ao fundo, alguém que reconheço.] Lavada de chuva, inventa-se livre. Dança, inquieta, como um pássaro que avista um temporal. Dança e chama por ele. [Avisa quem o olha.] Contempla as nuvens, tenebrosas, mergulhando sobre as poças que tornam o chão em espelho. [Começo a escrever, pingando ideias, que me escorrem pelos cabelos…] As suas mãos, franzinas, tremem como as árvores, encantadas pelas forças que lhes transcendem… Os ventos, sopranos, deslizam pelos seus ouvidos, curiosos, assobiando trovoadas que se transformam em arrepios vertiginosos. [Contemplo-a, invejando-a carinhosamente, abrigada.] A forma dos seus gestos, desprendidos de um mundo de afectos, imita os de uma bailarina, orgulhosa dos seus pés. [Corpo que saboreia o medo... Receia a chuva, re ceia o vento, receia o sol. Apenas o abrigo de um modesto café, refundido, me acalma o morto…] Quando me apercebi do que esqueci, abriram-se as portas, apressadas por ventos orgulhosos. Agarram-me pelos ...
«Onde começa o mundo?» «Talvez nesta pergunta.» «Onde começa o mundo?» «Talvez nesta resposta.» O mundo começa com as perguntas inconvenientes. Começa nas respostas lavadas de sofrimentos. A criação é movimento e reciprocidade. Os testes da vida só mudam com vontade! (Eterno retorno que coze no forno do tempo…) As visões que corroem, São as mãos da criação, As fechaduras da invenção. São as mãos dadas, sujas de esforço, Que iluminam as escadas do foço. Os Homens destroem o mundo de regras a fundo. O encanto do presente que virá, Serão as crianças que nos levarão, para lá! O mundo começa nas perguntas ingénuas das crianças E faz-se das vontades destruidoras das balanças.
Havia um mundo entre nós . Um mundo que não era mundo mas um sono profundo. Tic tac, tic tac…TLON, TLON _________________________ … Parou o relógio de minha casa __________________ O tempo passa e o relógio, parado, não sabe que vive. Um dia, igual a todos os outros, despertou. Chamou o tempo para que o achasse. Não sabendo o que é o tempo, seguiu-o fielmente. Percebeu que é somente um compasso. Alegre. Ao ritmo de cada novo instante. Na sua rota. Marca o seu ritmo, ao ritmo do tempo, ao tempo do seu ritmo sem impedimento. Ritmo. Tempo. Tic tac. Tic tac. Sempre a rodar. Rodar. Rodar. Olhos que o olham são donos de outro tempo em contratempo. Olham as horas não vivem o tempo. Não vivem demoras num momento. Foi num momento, tal como este e todos os outros, diferente, que voltei a conhecer-te. Reconhecer-te. Vir a ter-te. O mundo. Eu. Tu. O mundo. O Tempo. Roda. Roda. Eu. Tu. O tempo. O tempo. Roda. Seguir-te é ser do mundo. Seguir-me é reinventar o ...
O medo fala mais alto quando não é pronunciado. Vive entre o silêncio e os gritos da alma na quimera seduzida por protecção e calma. O silêncio, aclamado, assola os corações como todas as frases de amor que surgem enquanto soluções. Por vezes é tão atento que se acomoda em sorrisos tímidos de dor; gritam por libertação em rancor. O medo é a fuga ao desapego. É a traição e o foguetão de toda a sua geração. É o dissipador das palavras doces que custam a soltar e as amargas a travar. Entre as vozes silenciosas das famílias cuidadosas, permanece escondido disfarçado de duplo sentido. Clandestino debaixo do tapete, reaparece visível com o pulsar do relógio de parede; estremece a velha mansão que se aguenta em pé, estilhaçada, sem fé.  - Já não pertenço a esta casa, não a construí sozinha, nem é metade minha! Lá fora, as grandes barragens que seguram as águas, não as deixam fluir, confinam os caminhos a seguir. As paredes têm de ruir! As correntes têm de seguir!...
Escorrem-me pingos de suor Pelos meus (olhos) fornos Quando vejo os teus (olhos) mornos. Perturbada de imaginação Despertei o que semeei. Desabrigada com o que fiquei Não completei a ressurreição. Porque antecipei a chegada Da dor desconfiada? Ainda sinto a carne e os pelos e a pele! O desconforto na torre de babel! Onde senti vertigens! Onde ocultei as minhas bagagens De nuvens despidas Para entrar nas tuas paisagens Adormecidas.
O instinto é o amigo dos silenciosos. Tenebrosos de língua De olhos luminosos. Entre a mente que fala, O ego que engasga E a sensação que abala… Onde estão as respostas? No amanhecer da noite ou no solarego dia que encerra? Qual deles mais erra? [Sinto o peso nas costas!  Ou no peito em deleito.] O que sinto ainda não decifrei. Talvez as perguntas ainda não as limpei. Ou os desvaneios depois de errar Talvez os tenha de processar. [Como se lida com o amor Senão com ousadia e pavor?]
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Eu brinco      no pátio    das flores                    m nos meus  ouvidos.                 e               c              s            e          r que c                                                       
As horas desdobram-se em lamento... Ao som do correr ferrugento das cortinas da sua janela. Vive nos intervalos das persianas cansadas... Que tormento! [O corpo sufocado chora acorrentado!] (...) As horas desdobram-se em contento, Ao som do vento, que trespassa sorridente. Dança com as cortinas, Doce momento! [Nada pode o vento fazer, Sem que as janelas se abram para o mundo! Nada pode  fazer o vento, Senão suspirar correntes de ar fundo].
As expectativas____________ secas de ansiedades... Estalam-me os ossos fracos de saudades. São escassas as cordas que agarro, E escassas as que amarro. Mas também é na liberdade, Que sinto a vontade De algo que me puxe... De encontro ao presente Que anoitece ultimamente. (Eu? Tu? O mundo?) Sou inteira à procura dos meus pedaços -  Despedaçados em nuvens frágeis, Guiados por ventos vulneráveis.
Procura-te. Deixa-te levar pela inconveniente manhã solarenga. Caminha com os olhos. Estima o teu silêncio bravo, entre as vozes livres, dos pássaros que vais calando. [Foca-te quando a paisagem deixar de se reconhecer]. Descobre os gritos que te falam baixinho. Os que ouves, distingues e reproduzes sem que te dês conta. Estás na partilha do que descobres no outro. (Em ti).
O abandono está preso nas casas desabrigadas. Celas de medo em segredo - Vivem na cegueira constante, De luzes apagadas. As doenças inventadas pelas cabeças geladas, Distraem o coração em dormência de existência, Alçapão! Tudo mudará! A vontade regressará! Com as artes e as letras, E a imaginação num balão - Ressurgirão as fadas e o papão. Histórias de amor, Histórias de terror. Não importa… No fundo, contar histórias, É dar uma casa! Saímos das gaiolas Reavemos as asas.
A saudade é um sentimento estranho, de certezas incertezas. Não as procuro, por mais apetecíveis. (Minto!) Frases líricas, previsíveis… (Sinto!)
Quem se afogou no vazio De um passado limitado -  Não anseia respirar Por um futuro descansado. Flutuamos assim no presente. O único que segue a corrente, Desafogadamente.
Estou presa na grandeza da Independência, Na grandeza de ser pequena outra vez. Voltaram os porquês, soltos de aparência. Inocência que o tempo não desfez.
Não estamos aqui para ser especialistas de nada se não de nós mesmos. Genuinidade. Reciprocidade. Ser Humano.
Sonhos vívidos, reais, como tudo o que não vejo. Sentidos trepidantes que me rasgam o estômago. Silêncios à flor da pele. A lua  atrai o meu corpo, leva-me por rotas inexploradas. Sigo-a sem controlo, deixei de viajar parada. Mostra-me os mistérios de Plutão, A vitalidade de Júpiter, As manhãs encantadoras de Vénus. (Encontrei os remos!) Sigo e estremeço, Adivinho o impacto e desapareço. (Desfragmento da matéria em luz, energia inesgotável que o meu corpo reproduz). Morro e rejuvenesço, sempre que esqueço. (A viagem é o que me seduz). Com a lua retorno, De novo no chão. Pés na terra, Limitação! Ou talvez não..
As crianças são adultos vivos! As crianças saltam muros. Recolhem as pedrinhas no chão Para fazerem colecção, Mesmo que pareça em vão. As crianças prevêem a resolução, Com perseverança, Confiam no seu coração. Seguem-no mesmo que oiçam, Não! Mentem sem fingir, Inocência madura Que não quer partir. Sem escolher sentem amor por viver, Amam os pais, os irmãos e os amigos, Aprendem com as perguntas e sorrisos. Quando caem e esfolam os joelhos, Pedem ajuda e não conselhos. Agradecem com gestos e bocejos. Somos todos crianças, Somos todos iguais, Pois amamos os nossos pais. Perdoar é amar, Querer revelar, De novo a criança, A desapertar. 
Num dia A soluçar, Perdi a magia De brincar. Outro dia, Decidi voltar. A magia a rebolar! Voltei eu mesma. Princesa da lua, Guerreira das constelações! Luto contra as sombras sem invenções E com o meu arco de luz, Criarei universos de inspirações!
Nós, as crianças, vivemos o mundo de encantar! O nosso mundo é belo e trazemos os amigos para jantar. Amigos de todos os lados e mundos. Podem ser coelhos, irmãos, chávenas ou espelhos… São os nossos amigos que escolhemos para aprendermos. Fazemos abrigos, caminhos e resolvemos novos perigos. Somos o recreio e a lição, Aprendemos a estimar, Todos os dias servem para conversar! Sem os nossos amigos, Não haveria ninguém com quem aprender a dançar!
Tenras miragens que reaparecem a cada som de cada pássaro. Nuvens, que consomem todo ar que respiro. Trocas entre corvos de língua cortada. Janelas e portas entreabertas. Mensagens e setas... Jogam à roleta da sorte, À procura de norte. Expiro trocadilhos e cantigas populares. Contos de gente, Batalhas navais, Jogos de clarividência, Xeque-mate. Estratégias calculistas, em branco, Treinadas em gestos de esponja, Torcidas, gastas e esclarecidas, Escorrem água que não me sacia. Estéril ou suja, Eu não a beberia! Procuro a nascente, Que filtra a sua própria água, Enlaçando-se nos meus ramos frágeis… E em conjunto, que floresçam as mais belas flores, Que chamem os mais belos pássaros, Entre as mais belas nuvens!
Perco as chaves de minha casa todos os dias E todos os dias elas ressurgem no meu bolso vazio. Ao som do latido dos cães de rua (esfomeados), Encho-me de sentidos que ressoam como um leve assobio. (Traz-me de volta, À minha casa. ) As imagens que me deste a provar, Fermentadas por desvaneios primaveris, Lembram-me momentos de voo, Leve e estável, como não sou. (Flor-de-lis!) Alimento-me com todos os males que me fazem sentir viva, Com todos os doces achocolatados que nunca saboreei. (Leva-me ao teu quintal.) Saboreio a vida,  Num fogo altivo, Em que suspirei, vivo! (As chaves de minha casa... Talvez um dia as saibas encontrar. As flores do teu jardim... Talvez um dia as possa regar.)
.Os dias estão curtos demais para serem saboreados.                                As memórias, Desligadas,                            São escuras como os meus sonhos. Não me lembro do que fui antes da ferradura que me protege os pés… (...) Esfolei os joelhos; Gritei nos recreios... Seguia o céu e não o chão... O coração? (...) Fui a canção que alguém esqueceu… Sou a canção que alguém escreveu...                                               ...
 As feridas                      Feriram-me                      Reconstruíram-me.                                Entrei pelas portas que me abriram                                                      As minhas lágrimas                       sorriram.         Senti pela primeira vez o desvio O meu desvio                                                       Por um fio.               ...
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Pensamento mítico, Saber rítmico, De descrença na razão. (Não é a solução Para a humanização). É individualidade, Meta-pensamento, Sem constrangimento; Elasticidade. Igualdade, Na distância de saberes; Potencialidade, De te conheceres. Sê o desvio! Sente o calafrio, O brio, No desequilíbrio.