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A mostrar mensagens de fevereiro, 2016
De olhos fechados até à eternidade Conquista de um mundo que voltou a sê-lo Ao espelho A morte e a vida como dois buracos negros fundidos num só rosto Vejo o tempo a dançar Às escuras E sinto cada veio  Do chão Que nos sustém.
Vestes a pele de um lobo Vejo que destróis rebanhos Pintados de fresco Maldição apocalíptica De um ser luminoso Tão volúvel quanto A sua verdade Ou o seu abismo
Desafiar o meu silêncio É como reacender um pedaço De amanhecer violento Acordar-me de um sonho orgulhoso Encenado Adormeço as janelas Já trancadas Por mero capricho e costume As tradições são-me tão mais naturais Do que a mudança No entanto é a mudança que me molda Em tradição vulcânica Transmuto a sensação de morte Quando me sinto Pela milésima vez Mais perto De uma lembrança Que apenas os poros e a espinha Parecem-me saber falar Escrevo e transpiro Barbaridades cósmicas Que nem eu decifro Ou controlo Mas sinto Está perto.
    O eu         Vive De modo              Global                              Surreal De ser-se Banal            E                 Eterno