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A mostrar mensagens de maio, 2014
O abandono está preso nas casas desabrigadas. Celas de medo em segredo - Vivem na cegueira constante, De luzes apagadas. As doenças inventadas pelas cabeças geladas, Distraem o coração em dormência de existência, Alçapão! Tudo mudará! A vontade regressará! Com as artes e as letras, E a imaginação num balão - Ressurgirão as fadas e o papão. Histórias de amor, Histórias de terror. Não importa… No fundo, contar histórias, É dar uma casa! Saímos das gaiolas Reavemos as asas.
A saudade é um sentimento estranho, de certezas incertezas. Não as procuro, por mais apetecíveis. (Minto!) Frases líricas, previsíveis… (Sinto!)
Quem se afogou no vazio De um passado limitado -  Não anseia respirar Por um futuro descansado. Flutuamos assim no presente. O único que segue a corrente, Desafogadamente.
Estou presa na grandeza da Independência, Na grandeza de ser pequena outra vez. Voltaram os porquês, soltos de aparência. Inocência que o tempo não desfez.
Não estamos aqui para ser especialistas de nada se não de nós mesmos. Genuinidade. Reciprocidade. Ser Humano.
Sonhos vívidos, reais, como tudo o que não vejo. Sentidos trepidantes que me rasgam o estômago. Silêncios à flor da pele. A lua  atrai o meu corpo, leva-me por rotas inexploradas. Sigo-a sem controlo, deixei de viajar parada. Mostra-me os mistérios de Plutão, A vitalidade de Júpiter, As manhãs encantadoras de Vénus. (Encontrei os remos!) Sigo e estremeço, Adivinho o impacto e desapareço. (Desfragmento da matéria em luz, energia inesgotável que o meu corpo reproduz). Morro e rejuvenesço, sempre que esqueço. (A viagem é o que me seduz). Com a lua retorno, De novo no chão. Pés na terra, Limitação! Ou talvez não..
As crianças são adultos vivos! As crianças saltam muros. Recolhem as pedrinhas no chão Para fazerem colecção, Mesmo que pareça em vão. As crianças prevêem a resolução, Com perseverança, Confiam no seu coração. Seguem-no mesmo que oiçam, Não! Mentem sem fingir, Inocência madura Que não quer partir. Sem escolher sentem amor por viver, Amam os pais, os irmãos e os amigos, Aprendem com as perguntas e sorrisos. Quando caem e esfolam os joelhos, Pedem ajuda e não conselhos. Agradecem com gestos e bocejos. Somos todos crianças, Somos todos iguais, Pois amamos os nossos pais. Perdoar é amar, Querer revelar, De novo a criança, A desapertar. 
Num dia A soluçar, Perdi a magia De brincar. Outro dia, Decidi voltar. A magia a rebolar! Voltei eu mesma. Princesa da lua, Guerreira das constelações! Luto contra as sombras sem invenções E com o meu arco de luz, Criarei universos de inspirações!
Nós, as crianças, vivemos o mundo de encantar! O nosso mundo é belo e trazemos os amigos para jantar. Amigos de todos os lados e mundos. Podem ser coelhos, irmãos, chávenas ou espelhos… São os nossos amigos que escolhemos para aprendermos. Fazemos abrigos, caminhos e resolvemos novos perigos. Somos o recreio e a lição, Aprendemos a estimar, Todos os dias servem para conversar! Sem os nossos amigos, Não haveria ninguém com quem aprender a dançar!
Tenras miragens que reaparecem a cada som de cada pássaro. Nuvens, que consomem todo ar que respiro. Trocas entre corvos de língua cortada. Janelas e portas entreabertas. Mensagens e setas... Jogam à roleta da sorte, À procura de norte. Expiro trocadilhos e cantigas populares. Contos de gente, Batalhas navais, Jogos de clarividência, Xeque-mate. Estratégias calculistas, em branco, Treinadas em gestos de esponja, Torcidas, gastas e esclarecidas, Escorrem água que não me sacia. Estéril ou suja, Eu não a beberia! Procuro a nascente, Que filtra a sua própria água, Enlaçando-se nos meus ramos frágeis… E em conjunto, que floresçam as mais belas flores, Que chamem os mais belos pássaros, Entre as mais belas nuvens!
Perco as chaves de minha casa todos os dias E todos os dias elas ressurgem no meu bolso vazio. Ao som do latido dos cães de rua (esfomeados), Encho-me de sentidos que ressoam como um leve assobio. (Traz-me de volta, À minha casa. ) As imagens que me deste a provar, Fermentadas por desvaneios primaveris, Lembram-me momentos de voo, Leve e estável, como não sou. (Flor-de-lis!) Alimento-me com todos os males que me fazem sentir viva, Com todos os doces achocolatados que nunca saboreei. (Leva-me ao teu quintal.) Saboreio a vida,  Num fogo altivo, Em que suspirei, vivo! (As chaves de minha casa... Talvez um dia as saibas encontrar. As flores do teu jardim... Talvez um dia as possa regar.)
.Os dias estão curtos demais para serem saboreados.                                As memórias, Desligadas,                            São escuras como os meus sonhos. Não me lembro do que fui antes da ferradura que me protege os pés… (...) Esfolei os joelhos; Gritei nos recreios... Seguia o céu e não o chão... O coração? (...) Fui a canção que alguém esqueceu… Sou a canção que alguém escreveu...                                               ...
 As feridas                      Feriram-me                      Reconstruíram-me.                                Entrei pelas portas que me abriram                                                      As minhas lágrimas                       sorriram.         Senti pela primeira vez o desvio O meu desvio                                                       Por um fio.               ...
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Pensamento mítico, Saber rítmico, De descrença na razão. (Não é a solução Para a humanização). É individualidade, Meta-pensamento, Sem constrangimento; Elasticidade. Igualdade, Na distância de saberes; Potencialidade, De te conheceres. Sê o desvio! Sente o calafrio, O brio, No desequilíbrio.
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Palavras que se dizem por dizer São armas piadosas que fazem sofrer. Palavras que se dizem por dizer São armas amorosas que fazem esquecer. Caladas são as almas sofridas, comidas pelas vidas mal escolhidas. Retornam cinzentas. Atormentadas de falta de tormento ou de sentir o vento...
As crianças conhecem o mundo À maneira do mundo À sua maneira... São piratas! Descobrem-se, descobrem-no, São piratas! Não existe destinção entre emoção e razão É amor e ilusão. Lutam porque desfrutam... E porque não? Porque sim. ...vamos brincar...ou viver...!
A liberdade da pergunta; A criatividade da criança! Em segurança,  É a artista da esperança. Na lua em concordância, Vive sem lembrança, Dança, Dança... O momento não cansa!
O que sei está em mim: Sou o todo abandonado. Despedaçado em memórias, Alterado em escapatórias. O que vem virá assim: Rupturas espiraladas, Desvios e quebras seguradas, Gestos colados, Trajectos libertados. São o que sou. Sigo-me para onde vou.
A potência da sensibilidade, A força da franqueza, A beleza da estranheza, Embaraço sem frieza. (...) Loucura de mostrar o que sou Sem saber para onde vou. Sei onde estou. Sem o medo e o controlo Que me recuou. O percurso mudou E eu sorrio pois ainda não terminou...
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A verdadeira história vive no segundo glória do momento sem escapatória.
Notas musicais Linhas virtuais Signos dançantes Revelações vibrantes Ritmos formais Estruturas naturais Tão reais Para quem as cria Inaudível Para os demais Não sentem o calafrio Da matéria sem fio Que passa pelos poros Voz dos coros Sorrio.
As memórias do passado são vagas, não tenho problemas de memória, não mais do que as que partilho com todos. As perspectivas mudam, vão mudando, rodando e dançando. São palcos de teatro,  um bocejo, são um espirro de olhos fechados. Só me é claro o instante está vivo e eu vivo. As minhas realidades, outras, estão em mim. Criava-as e criava-me, criavam-me e eu adormeci-as, adormeci. Estão em mim. Vivo-as de outra forma... As que permanecem são memórias; São presente. O presente acompanha-nos a cada instante. Correr não serve apenas aos vencedores. Serve para quem se quer sentir liberto. Pois é quem se desprende da corrida, Que já superou disperto
A arte respira  Do mesmo ar dos artistas. Dois pedaços de vida, Em sintonia, Desvendam as pistas Em harmonia. Os seus pais são Os gestos,  Os sons, As vibrações, As ondas do mar , Os vulcões, O brilho no ar! Não finge  Ser nada que não é. Como os olhos que fingem ver, Teimosos de realidade, Não sabem o que é possibilidade… O artista, Vive. À deriva,  No mar, Aprende a aceitar O doce e o salgado Que lhe é dado a provar. A arte, Uma semente. Incandescente Floresce cultura Com muita ternura. Constrói E cultiva , Não é um objecto , Nem uma palavra , Nem uma definição. Talvez uma estação... Em constante movimentação.
Usar magia é ultrapassar a fobia, sair da monotonia  que o tempo ludibria.
Não prevejo o desejo Que entra em mim A cada segundo que penso em ti. Escolhi antes de mim. Sou em ti, Mim em mim, Sem fim. Corpos familiares, Que somente em sonhos se encontraram; Derretidos no escuro, No furo, Da bala que repassou... Acordo. Em desafogo, vou.
Havia um mundo entre nós. Um mundo que regressou a ser mundo com o retorno da nossa voz. Desenrolamos agora os nós.  (...) Inerte. Observada  dentro de uma lupa com forma de olho. Desfocada.  E nclausurada nos recreios dos seus receios, ignorou o sono das noites dos seus dias.  Construíu um mundo entristecido, vendido. Em saldo e com juros (ruíu). Fechou-se para agradar sem amor nem paladar (consentiu).    Andou parada às voltas no intervalo das suas revoltas. Hoje renasce a cada nova  palavra   que pronuncio. Renasce a cada corte de cada fio. A liberdade é a aproximação da afinidade. É a ligação da humanidade  (Retorna). Apercebida, lavou os pés e segiu em frente. Criou a sua corrente. Contra o tempo.