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A mostrar mensagens de março, 2014
...Firme na lua Rente no chão...
Olha pela janela  Sente que está de sentinela , Vigia todos os sonhos  Que se formam sobre o seu olhar risonho ; Cria paisagens idílicas  Que se formam através da sua lua E viaja pela cabeça de uma criança de rua Que ainda brilha crua. Sem janela,  Não há barras que a fechem.  Mas sem tecto que a acolha,  Não vê sentido de escolha.  Perde-se na viagem de sobreviver parada,  desritmada e acimentada. No relento também há contento Mas nunca preenchimento! Fechada no aberto que é incerto , Predilecto conhecedor de qualquer miragem,  Perdeu-se na triagem,  Mas gritou coragem… E assim percebeu que poderá viver! Através da janela criada por ela a escrever; E sobrevoa-la sempre que lhe apetecer aprender.
Um passo para cair no abismo Do misticismo Com que sempre sonhei. Esperei e reivindiquei! Sigo a loucura em confiar E com os anjos falar Sobre um sonho sem igual De certo modo fraternal. Não digo as palavras Que me soltarão as asas. Ego ferido que cisma Em pôr-me à rasa. Tenho de parar de evitar O inevitável desejo De um beijo cortejo, De um olhar estelar, Que me vai transformar! Ter medo do abismo da liberdade É o primeiro passo para cair. Sem a realidade dos meus sonhos Bem posso desistir!
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Quem ama a vida E as artes e as cores, E as luzes e os pássaros que voam, E os rios que escoam, Saltitam e dormitam Entre o céu e terra. Infinito delito, De querer viver Sem guerra.
A chegada é presente no futuro. Três tempos que seguro imagino e procuro.
Florescer; Desapegar do passado ; Sentir sem prever O total desmensurado. O coração com a flecha , Sente-se inseguro ; Abre a frecha E vê para lá do escuro . Segue o rasto Que lhe eleva a coragem ; Coração casto Deixou de ser miragem. As sincronicidades são imensas Quando deixas a razão de lado E sentes emoções intensas Que te mantêm acordado. (…) Movimentar é criar uma saída; Elevar a partida  Da chegada adormecida.
No momento em que voltamos a sentir poder, isto é, sentido de escolha na nossa vida, é que finalmente retorna a clareza do espírito. Em último caso, e este é normalmente o mais verdadeiro, o que sou, vem da maneira como encaro as escolhas que faço e que fazem sobre mim.
Um homem que se enche de amor (só pode?) funcionar a dor a medo e a sebo  de um corpo que se liga a vapor
Pensa com honestidade, Acolhe com hospitalidade. A liberdade esmagadora De um desprendimento Com o que outrora fora Constrangimento. Nada que é sentido Merece ser fingido, Já nem esconde, Ser tudo sem nada… Deixou de ser conde.
Os sonhos e os pesadelos São realidades inconscientes  Não existem modelos. São tão somente nossos e verdadeiros De nada serem inteiros! Pois nada é inteiro se é verdadeiro. Não somos ilhas… Movemo-nos como um veleiro  Que procura um porto a milhas.
A relação com uma imagem Requer um confronto. Marca um momento de estabilidade, De subfelicidade a pronto. De afinidade com a utopia De uma vida inventada; Aperfeiçoada, Por se sentir inacabada. Fica congelada na memória, No tempo da história. Infinito, acorrentado e aflito.  Dentro da sombra que foi trazida a luz e dali não conduz. A história será sempre a do agora  Vista apenas um pouco de fora.
Sonhas em escrever um novo capítulo De um livro sem título... Incentivarás sem prever Os olhos que o irão ler. À espera do amanhecer de quem contigo o queira perder.
O que já passou inseguro, Não lembrou  o futuro, Que o presente era puro! ...e que o vento se sente, somente no momento... 
A criatividade corre nas veias do corpo das sereias. Leva-me a elas! (Sem ter de escolher ). Leva-me a elas! (Para sempre renascer).
O controlo é  incontrolável;  Nunca é estável e tão pouco maleável.  O medo só me trás limitação… A única solução É libertar de uma vez então! Existir num turbilhão de emoção De viver sem função!
É possível ser pintor, Pois cada ser tem a sua cor. Vê-as somente quem tem amor E as mistura em sabor!
cresço em sonhos sem finais... parecem sinais... talvez pense demais.
Meias palavras São abertas, Incertas, Espertas. São também fechadas. Infectadas de medo Encarcerado desde cedo.
É a visão de si mesma. Sem ilusões, Passa o tempo aos encontrões No vazio dos colchões. Procura a essência, O mistério no espelho, Segue o seu próprio conselho. Protege a sua beleza, Mostra a sua estranheza Real e ilesa. Procura a vibração, A doce ligação, Dos olhos que a beijarão. Menina da imperfeição, Inocente sem razão.
Loucuras puras,  De amores sedutores, Doces criaturas! Os seus medos são os seus maiores desejos; Descobrem-nos em cortejos e beijos.  Os impasses que despertam, São baldes de água fria, Que fazem tremer, E acertam! E é quando fecham os olhos que são livres. Agarram cada segundo, Que nem vagabundos, Esfomeados de mundo!