Olha pela janela
Sente que está de sentinela ,
Vigia todos os sonhos
Que se formam sobre o seu olhar
risonho ;
Cria paisagens idílicas
Que se formam através da sua lua
E viaja pela cabeça de uma criança
de rua
Que ainda brilha crua.
Sem janela,
Não há barras que a fechem.
Mas sem tecto que a acolha,
Não vê sentido de escolha.
Perde-se na viagem de sobreviver
parada,
desritmada e acimentada.
No relento também há contento
Mas nunca preenchimento!
Fechada no aberto que é incerto ,
Predilecto conhecedor de qualquer
miragem,
Perdeu-se na triagem,
Mas gritou coragem…
E assim percebeu que poderá viver!
Através da janela criada por
ela a escrever;
E sobrevoa-la sempre que lhe
apetecer aprender.
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