A morte que me invade
Quando vejo que olhas para corpos
Ao invés de nos olhares em alma
Vejo que segues a corrente que nos apaga
Todos os valores numa vala comum
Como se tudo fosse feito do mesmo vazio
O mesmo que consomes e emanas
O culto ao desejo desnutrido
Envenena o poder Humano
Corpos que respiram o vazio
Às claras do dia
Seguem as correntes
Que os apagam á luz do sol
Luz que não encontram
Porque não a emanam
Veículos
Somos veículos belos e poderosos
Mas no escuro, aquele que nos dá,
Ao invés de nos consumir,
Nesse sítio íntimo, de contemplação,
E amor próprio,
Apenas se vêm as chamas
Que ardem verdadeiramente
E são essas as almas
Que mais do que morte
Nutrem vida
São essas as almas
Que sofrem com a normalidade
Das escolhas veneno
Que todos decidem consumir
Não caias na falácia
Daquele que nunca aprendeu
A olhar, aquele que não sabe amar
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