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A mostrar mensagens de 2015
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Segue O interior De todas As possibilidades. A perfeição da quietude Existe Na ilusão do vazio. Segue cego O movimento Sem f ~o r__m!a Mente! Desmente! Somente (mente) O tempo vive Na tua, mente. Ter medo do que nos Transforma, transtorna. Ao relento. No silêncio. Desapego. A coragem De ser Mutável. Passo a passo, Tropeço e caminho Mais estável.
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obrigado pelo teu sorriso obrigado pelo teu sincero silêncio obrigado por gostares de mim obrigado por gostares de ti obrigado por seguires os teus sonhos obrigado por te orgulhares dos meus obrigado por teres coragem de ser feliz obrigado por te salvares todos os dias obrigado por seres quem és obrigado por me mostrares quem és obrigado por te aceitares obrigado por ti e obrigado por mim obrigado.
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Criança calada de bico fechado Vive num lago de solidez. Morre Negra em manto branco Renasce Branca em manto negro Canta gestos inarticulados De lábios virgens Em silêncio. Nuvens famintas, Nevoeiros de fogo, Cercam as suas águas Translucidas -Sou cinza. Sou pó. Cisne de duas cores. De lábios virgens e coração Só.
poema ao sol
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Hoje o vazio estilhaça-me, a luz. Embacia-me os olhos... Não me lembro de como cheguei a mim numa outra vida ou momento. Esqueci-me de ser ao preocupar-me em sê-lo. mesmo olhando-me ao espelho todos os dias. -Sou outra Outra vez. A magia está cá mas de fora é de outros! Alimento-me em vê-la, contemplo-a a medo... Por alguma razão já não a respiro... Transpiro antes as sombras que me escondem. E morro de novo, parece que para sempre, como planeado. Rastejo os dias não te vejo, antes habitavas-me -O meu lugar. Segura-me apenas com as forças que me foram dadas, "feitas para me sustentar" - Os pilares da queda! O equilibrio fruições à janela com outro eu, lugar, ser de amor... - Tudo era amor, tudo me apaixonava. Agora este vazio de impossibilidades infinitas são a minha casa. Nem abrigo, é mas a exposição total das máscaras que caminham... -...
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Os momentos de encontro São tremores de existência terra Encontro-me comigo Nos teus olhos De água Lágrimas fronteiras Da nossa Mágoa Nenúfares Crescem ao luar Como no tempo das imaginações Sigo até Pégasus O meu lar Sigo as vibrações Mergulho No mar Que também foi fonte Sou a ponte Porto Abrigo Registos fluem no meu Ser As cordas dos cabelos, Harpas douradas a tocar, Encantam o meu Lar Que não é mais mar Mas desvio Aprendo a desafiar Por um fio O que já sou Sem parar De tentar voltar A voar.
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Existem momentos de sintonia Pura existência partilhada Dentro de um corpo só A fluidez do coração Surge como uma chama Uma canção Sou a soma de vários dejavus colectivos Apreciados com o olhar De quem sente amor por todas as coisas Mais do que a mera imagem cristalina Exterior ao momento De uma vivência repetida
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Corpos vulgares pesados de chão sublimam o oráculo do olhar Frequencias arenosas transmutam o pó do que cai, depois do corpo Folhas pintadas de névoa trancendem as sete densidades de uma fisicalidade desconhecida Balas preciosas sujas de céu elevam pés raizes Estigma de vidas vertebrais que sucumbiram ao respirar da última gota do sismo que é viver.
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caí mais uma vez na sensação de me ver caida perdida nos braços vazios de alguém sem form a de uma amiga a sombra ferid,a fugi de saber viver sem sonhos ter de sonhos vivo sem vida ter preciso uma saida! Controlo tudo______ sem cotrolo bato a porta não me vejo quero querer saber escolher me entender quero querer saber viver ...
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A soturnidade do ser O olhar de gato Contempla a flora seca De um verão fulminado Uma savana de vidros abertos A companhia da solidão certa Um momento lugar Lagoas de vaidades pirilampos Luas solares Canticos dourados de seres que reflectem o espelho noite Clarividencia de sentidos Antítese assente no chão Suspiros de incertezas vivas Ventos murmurosos Mortes passadas Matéria luz Molda a paisagem de um corpo-mãe Noites felinas acordam crespusculos que transtornam as tediosas manhãs do começo da estátua da alma.
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O perfeito antes do tempo existe em contratempo com o ser. Na revolução, entende-se que o palpitar de uma vida não esquece, o que a estiga. Ser tempo é ser... Algo entre o viver na regulação do próprio batimento. Hoje fui ser Homem, para a rua voltei de lágrimas cansadas de fuga. Fui hoje ser pássaro sem acreditar voar. Fui hoje ser ontem sem saber voltar.
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Nunca se sente demais! Somente se sente o que nos cabe por dentro. O elixir é teu e somente teu serve-te dele como o mar se serve da lua! Reflectes a chama de um todo celestial o primeiro éter, Akasha, a memória universal, tu, anagrama! O amor não vive sem o dissabor das vidas que escolhem olhar para os seus cadáveres vagueando pelo mundo sem que se sintam parte dele. Apenas quem sonha em viajar o mundo terá a coragem para descobrir o seu próprio, pois tudo é um só! As viagens mudam de homem para homem, ou talvez os homens mudem de viagem para viagem... Somente através da ilusão da solidão é que nos podemos sentir como seres que agora respiram, que agora olham, que agora sentem, que agora são agora! Como quem olha para um espelho e não observa tempo algum, senão nas feridas da pele ou na falta delas, as encobertas, pelas brumas do coração. O tempo não nos faz almas antigas nem novas nem vivas! O tempo são as almas que vivem sem o saberem....
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Quero ser gémeo do medo mostrando a minha face ao espelho Revejo-me imóvel, como uma natureza morta, de luz... Quero ser gémeo do ódio disfarçado sob sarcasmos capas orgulhosas num pódio... As brisas que suspiro remoinhos ferozes incendeiam as florestas do meu ser. Brisas passageiras que me mostram o ser de não-ser.
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Um poeta não espera entender os outros fora de si mesmo. Nem que o seu interior seja entendido através das suas palavras. Pretende entender-se a si próprio pelas máscaras universais, Que se moldam em forma de gente. A verdadeira forma de o ser Não seria mais que o caminho que tenta percorrer Sem pés.