A soturnidade do ser
O olhar de gato

Contempla a flora seca
De um verão fulminado

Uma savana de vidros abertos
A companhia da solidão certa

Um momento lugar
Lagoas de vaidades pirilampos
Luas solares

Canticos dourados
de  seres
que reflectem
o espelho noite

Clarividencia de sentidos
Antítese assente no chão

Suspiros de incertezas vivas
Ventos murmurosos
Mortes passadas

Matéria luz
Molda a paisagem
de um corpo-mãe

Noites felinas
acordam crespusculos
que transtornam as tediosas manhãs
do começo da estátua da alma.

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