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A mostrar mensagens de abril, 2015
A soturnidade do ser O olhar de gato Contempla a flora seca De um verão fulminado Uma savana de vidros abertos A companhia da solidão certa Um momento lugar Lagoas de vaidades pirilampos Luas solares Canticos dourados de  seres que reflectem o espelho noite Clarividencia de sentidos Antítese assente no chão Suspiros de incertezas vivas Ventos murmurosos Mortes passadas Matéria luz Molda a paisagem de um corpo-mãe Noites felinas acordam crespusculos que transtornam as tediosas manhãs do começo da estátua da alma.
Se inspirar bem fundo lembro-me do  cheiro  Cabe num segundo, eterno, inteiro.
Catarse das linhas mastigadas de silêncios continuos Catarse! Catarse de vidas sugadas de tempo cronómetro. Catarse! Louco aquele que vive fora de si e se alimenta de chamas ardidas de fogos chuvosos de nações perdidas. Catarse!