Mensagens

A mostrar mensagens de 2016
Porque temos tanto medo da possibilidade? Pela constante do repetível Ou pela inconstante do repetível?
O autocontrolo é Absolutamente necessário Num absoluto imaginário.
Por vezes amo pedaços de ódio Que me avivam a memória Colecionando ternura eterna  Por momentos que me farão retornar  Humana.
Talvez a maior ficção resida No medo de afastar o perigo Da bela adormecida.
Auto mutilamos a nossa habilidade Em contrariar o que somos Com medo de deixar a máscara Que nos veste
Pensava, na minha ingenuidade, que a janela que outrora parti me abriria ao mundo. Não passava de uma fenda. Minha. Confundi-a com uma porta ou uma fechadura. Para a abrir teria de descobrir as minhas próprias mãos. E uma chave. Pensei que tinha asas e afinal descubro que tenho pernas. Descobri também que voou pelo meu caminho quando realmente o caminho. Pois é a minha essência, a construção do universo na terra. E os ciclos são reais. Sim, sou sonhos e todas as realidades mágicas que a imaginação me permite. O sonho torna-se real, pois é quando acordo, que me é dada a possibilidade de Ser. Esse sonho constrói-se de pé(s). Eu sou os meus pés.
De olhos fechados até à eternidade Conquista de um mundo que voltou a sê-lo Ao espelho A morte e a vida como dois buracos negros fundidos num só rosto Vejo o tempo a dançar Às escuras E sinto cada veio  Do chão Que nos sustém.
Vestes a pele de um lobo Vejo que destróis rebanhos Pintados de fresco Maldição apocalíptica De um ser luminoso Tão volúvel quanto A sua verdade Ou o seu abismo
Desafiar o meu silêncio É como reacender um pedaço De amanhecer violento Acordar-me de um sonho orgulhoso Encenado Adormeço as janelas Já trancadas Por mero capricho e costume As tradições são-me tão mais naturais Do que a mudança No entanto é a mudança que me molda Em tradição vulcânica Transmuto a sensação de morte Quando me sinto Pela milésima vez Mais perto De uma lembrança Que apenas os poros e a espinha Parecem-me saber falar Escrevo e transpiro Barbaridades cósmicas Que nem eu decifro Ou controlo Mas sinto Está perto.
    O eu         Vive De modo              Global                              Surreal De ser-se Banal            E                 Eterno
- O que julgas no outro é o teu eterno sufoco. (Falas de ego cheio )... Cegas-me  As ilusões E revelações Em gargalhadas Espelhadas. Aprendo a amar-te, A odiar-te, Para no final de contas Sermos um só. - Tão reais como a sombra de uma chama.