Porque temos tanto medo da possibilidade? Pela constante do repetível Ou pela inconstante do repetível?
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Pensava, na minha ingenuidade, que a janela que outrora parti me abriria ao mundo. Não passava de uma fenda. Minha. Confundi-a com uma porta ou uma fechadura. Para a abrir teria de descobrir as minhas próprias mãos. E uma chave. Pensei que tinha asas e afinal descubro que tenho pernas. Descobri também que voou pelo meu caminho quando realmente o caminho. Pois é a minha essência, a construção do universo na terra. E os ciclos são reais. Sim, sou sonhos e todas as realidades mágicas que a imaginação me permite. O sonho torna-se real, pois é quando acordo, que me é dada a possibilidade de Ser. Esse sonho constrói-se de pé(s). Eu sou os meus pés.
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Desafiar o meu silêncio É como reacender um pedaço De amanhecer violento Acordar-me de um sonho orgulhoso Encenado Adormeço as janelas Já trancadas Por mero capricho e costume As tradições são-me tão mais naturais Do que a mudança No entanto é a mudança que me molda Em tradição vulcânica Transmuto a sensação de morte Quando me sinto Pela milésima vez Mais perto De uma lembrança Que apenas os poros e a espinha Parecem-me saber falar Escrevo e transpiro Barbaridades cósmicas Que nem eu decifro Ou controlo Mas sinto Está perto.