Pensava, na minha ingenuidade, que a janela que outrora parti me
abriria ao mundo.
Não passava de uma fenda.
Minha.
Confundi-a com uma porta ou uma
fechadura.
Para a abrir teria de descobrir
as minhas próprias mãos.
E uma chave.
Pensei que tinha asas e afinal
descubro que tenho pernas.
Descobri também que voou pelo
meu caminho quando realmente o caminho.
Pois é a minha essência, a
construção do universo na terra.
E os ciclos são reais.
Sim, sou sonhos e todas as
realidades mágicas que a imaginação me permite.
O sonho torna-se real, pois é
quando acordo, que me é dada a possibilidade de
Ser.
Esse sonho constrói-se de
pé(s).
Eu sou os meus pés.
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