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A mostrar mensagens de fevereiro, 2014
As fixações  São maldições Que nos prendem ao momento  E nos rendem ao intento De um futuro Que não é senão presente. É sempre Presente O único tempo. O único, onde em mim,   A coragem não jaz… Só me desfaz,  Sem fim. Pois as palavras que não digo,  São as mais verdadeiras, Pioneiras, Que ainda não sigo.
Quero-me concentrar Mas vivo no ar. No deslumbre Em voar. Na incerteza De querer aterrar. Na beleza Da destreza Em destroçar Que age em mim Sem cessar.
Seguem o rio; Desvendam os caminhos com brio. Provam da água que os faz renascer, Sem perceber, Que ouvem sons distantes, Que ressoam vibrantes Nos ouvidos dançantes Das florestas tropicais, Seres ancestrais. O som da natureza Recordou a certeza, Da impureza mais pura Que é ver o olho da fera Quando se mostra segura, E murmura Que perdura. Sim, é o som que os chama, E o dom a sua fama. De quem ama sem trama E acende a chama de prana.
Todo o amor é sonho! Insanidade desmedida; Surda e muda, Distorcida. Impasses em chamas de saber; Infalíveis. Sob olhares imperceptíveis A ferver.  Não há som que desligue o inaudível Que grita aos meus ouvidos! Ecos desvanecidos… Favorecidos De glória. Canções e sensações  Vividas;  Fracções unidas; Perdidas,  no tempo  da memória. [Medo de amar É medo de ser; Minguar, Sem querer, Ouvir uma nova história].
que se foda a sanidade não tenham piedade de quem fala a liberdade ou de quem nada diz e vive somente feliz 
Exigem-se respostas de sim e não, preto no branco, quando o mundo é a cores.
o meu imaginário é tão somente para mim a realidade
Não há nada mais puro do que o amor e o ódio, mas nunca será pura a relação entre eles. Amar odiar e odiar amar é ter medo de fraquejar
“Linguagem que muitas vezes deforma e altera o que poderiam ser os indícios de uma revelação genuína da parte do individuo.” [1] Este pensamento é me bastante próximo e decerto da maioria dos artistas. Identifico-me com esta forma genuína de revelação, existe a necessidade em me manifestar dessa forma em tudo o que faço. A mesma necessidade de pegar em tudo o que me chama a atenção para criar e também o desconforto em explicar porquê, como se isso fosse uma perda de tempo ou talvez por confiar que não merece ser resolvido por meios que possam condicionar o que ainda tem em si para revelar. Nós os artistas somos um pouco virados para dentro mas é também por isso que podemos usufruir genuinamente de qualquer experiência e de alguma forma é também por isso que criamos, ambicionamos partilhar essa  experiência . Talvez essa seja a única razão realmente forte para enfrentarmos ser artistas, a reciprocidade que a expressão individual possibilita. Sem olhar a meios fazemos uso d...
querer morrer de amor nunca será história de outro tempo  pois viver de amor é a história de todo o tempo.
Toda a norma foi uma vez dis form a. Toda a ordem foi uma vez desorde m. Tudo o que é regra foi uma vez                          descoberta. 
"a arte é para minorias é só para alguns, a quem as obras de arte lhes podem segredar qualquer coisa.", Rui Chafes O Rui Chafes é um realista. Eu prefiro dizer que a arte pode ser para todos, basta que cada um tenha a vontade de descobrir os seus próprios segredos.  As obras de arte podem desvendar tudo o que procuramos, nunca o contrário e somente se assim o desejarmos. Se hoje  as que  desejam são minorias ou não, não vejo interesse em focar-me nisso, mas em apontar para as possibilidades positivas  intrínsecas  em cada um de nós.
A luz nunca será o que a voz pondera... Quimera da era do escuro; Velho embrulho, Da esperada primavera.
viver da arte é como viver do ar é essencial respirar
  Pisar a escuridão? Quantas voltas são Até ver a luz Que o meu espírito produz? Diz-se por omissão, Faz-se por tradição, Não sabem o que são; Luz perfeita em construção Em constante mediação; Folhas em branco, Escritas em sensação, Por sentidos perdidos Escondidos no coração. A vida não é um teatro, Não é o que diz o macaco Que manda neste aparato. Tento dizer sem saber… O valor que é ser! Sem esquecer Que sou eu que estou a aprender. Quero fazer valer Até voltar a esquecer. Sorrir e enternecer, Corações renascer. Talvez isso seja viver.
A vida tornou-se no jogo da batata quente, ganhas somente a derrota dos outros e perdes somente a sua vitória. Afinal vives para quem?
Parece-me que existe a necessidade de se fabricar razões definidoras e concisas para que o artista possa ser levado a sério, por outros termos, lidar com a vida e com a arte como uma ciência. Há que quebrar com os modelos de pensamento, com a extrema fé imposta no pensamento racional. Vive-se na ficção da resposta certa, da maneira certa, como se uma das parcelas pudesse ser o todo. Se a informação não for explicativa, directa, de fácil acesso, não terá espaço na prateleira do conhecimento, por não ser catalogável, é  então desaproveitada e posta de lado, dificilmente chegará a ver a luz do dia ou a dar luz ao dia de alguém.  Não é altura de sermos pessimistas, é altura de sermos artistas.
Recria a realidade na veracidade do momento, que muda o foco ao vento, no balanço dos sentidos e gemidos, tremidos de sufoco, é esta a vida de um louco. Vê a vida disforma, sem expectativa nem norma, vive a vida de Shiva, transforma. Aceitar a sua loucura é pura ternura de igual sem igual. Não tenham piedade, ele não aspira sanidade, não procura louvor, é percursor da liberdade e do amor. Sem  rejeição , agonia e fantasia, tal não existiria. Talvez este não seja o louco, não há nada de errado, em não ter sido encantado, pela cabeça de outro.
O ciúme, Que o aqueceu, É volume vazio, Que nunca perdeu. Coração que adoeceu, No momento Em que escolheu, Comandar outro Que não o seu.
Podemos aprender A não depender De ciclos viciosos, Embaraçosos, Que fazem sofrer De expectativa Por insistir na Esperança apodrecida; Que azeda o coração. Vezes sem conta, Segue-se a vingança Com agulhas na ponta. Não é uma afronta. Não cries a situação. Nem pagues a conta.
Perdeu-se a vontade em desviar . O desvio de dizer não, o desvio de escolher não escolher, o desvio de destruir essas escolhas ao criar novas. Substituído pelo conformismo, já não compensa ser original, compensa ser realista. Viver dentro de um espectro ilusório, na crença de que é a realidade, e apenas uma que nos comanda. Poucos se apercebem que essa realidade é fruto da imaginação perversa de outros. Esta, vai sendo moldada por puro capricho, sede de poder e de controlo, ordens de quem vive também controlado pelo medo. Esta fórmula é premiada por quem a aprende e copia, espalhando-se como um virus que não foi feito para matar. Actua em todos os organismos da sociedade para que afecte cada individuo, um por um . Resultando numa sociedade castrada, cega e cheia de  bons pacientes, estes, sobrevivem na ilusão que irão receber o remédio da doença que ajudaram a espalhar. Os outros, os resistentes, fazem pequenas revoltas dentro da caixa que cism...
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Os que vivem a natureza E também sabem O que é uma mesa, Sabem que não sabem nada E não faz mal. É tão natural E nada é mais banal, Subtil e brutal, Do que o que fica depois um temporal.
Se eu abandonar o que me abandonou O que é que eu sou? 
Escrevo, Para aprender A falar Sem tremer Escrevo, Para descobrir A resolver Sem saber Escrevo para ser Mestre e aluno Nada mais oportuno Do que a distância Do uno
Imaginar É riscar O céu Rasurar O chão Destruir O véu Recriar Adão
O acto de contemplação é um turbilhão de sentidos perdidos se os tentas analisar categorizar ou implementar olhar de perto ou fazer o correcto pois bem... tornas a tesão numa simulação.
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    A simplicidade de um lugar     abre espaço às experiências mais extraordinárias.
Instituições Organismos falidos De falsos sentidos Prisões da razão Do tempo contado Do ser humano deslocado No topo da pirâmide Regem os lacraus Que te Iludem a ascender Não admites perder Sobes escadas sem degraus Vives na utopia sombria De valores invertidos Onde o papel prevalece E a vontade desvanece Por isso Premeiam as sombras E sorteiam os espíritos Fazem lucro Pútrido São quem tem mão Na educação Das crianças perturbadas Cheias de doenças abençoadas
No meu entender, a  experiência  de viver é idêntica à de se fazer arte, descobre-se experienciando, sob uma relação de confiança e reciprocidade, sem o atropelamento da lógica e do pensar no tempo. Uma relação de presente ou sincronismo, onde a liberdade do acto presente se conecta com todos os actos experienciados até então, é essa relação intemporal, entre saberes, que possibilita a criação de novidades.  
As palavras são aparições De encontros e emoções Deste-me asas rasas que me farão voar encantar um lar sobreviver sem respirar Já não sou corpo nem mãos sou âmago que te toca no estômago Sou o que perdura Sentimento e desejo Não prevejo Nem protejo Apenas repito o solfejo.
Amo Amo muito Amo todas as coisas Amo o amor O calor interior Quem desconheço Sombras de cor O amor não pesa Eleva os pés da terra Anestesia Nunca encerra Amem os sinais Com os olhos e as mãos Nariz, ouvidos e genitais Deram-vos os materiais Para alcançarem mais Somos seres emocionais
sonhas e falas ao pé de quem prezas ouvir abalas e calas ao pé de vultos absolutos que cospem palavras sem sentir engasgas ao pé de quem não sabes medir só lhes sabes iludir frágil ser ausente de tão presente ser és lua e sol intima da vida punida, protegida desmedida
Desliga o modo de sobrevivência Sê presença Sustentas impotência? Alarga a experiência Ser social deixou de ser banal Para mim é fractal Nunca recuses um abraço Devolve um pedaço Desfaz o aço Dissolve o que te envolve Fiz um laço De diálogo embaraço Não dou nenhum passo O sabor é escasso Com a liberdade Vem a divindade Esqueci ser humana Sou prana Carne quente Frente a frente Que sente Não mente É táctil Volátil Que vibra e timbra Mora nos poros Na pele Na torre de babel
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     Mãos sujas, Alma limpa.
Sentes falta Da intensidade de um corpo Que te atropela com o espírito E o espírito com o corpo Tem amor Temor Fulmina luz interior Sem rigor
Sou feita de cabelos cada um é uma vida tecida, escolhida ciclos marcam tempos que não existem novelos baralhados que persistem

Shlohmo - Bad Vibes

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     O todo, é um conjunto de singularidades? (pormenor) 
bifurcação muitos nomes para o mesmo senão
O acto de desistir é lindo Ir ao encontro do desconhecido Do proíbido É turbilhão Tomar posição Escolher entrar Na escuridão Não vejo desistir como abster Pára de te render Volta a aprender A viver, a ser Mesmo que isso signifique  Te desfazer Todo o acto é um cruzamento Se desistir é cessar Tens de regressar Aceitar em continuar Parar de  suportar O que não é teu para  carregar Desistir é escolher Desviar Chega de passividade Falsa felicidade Mas se desistes Desiste com sorrisos Não te prives Entrega-te aos gritos dos homens livres
Duas mentes que colidem Pensam ser universos paralelos Não sabem o que são Fatias do mesmo pão Embatem e abatem São frentes frias Arrefecidas de hesitação Percepções endividadas Matrizes desordenadas Entropias encantadas É isso que são 
Ruína é casa Desaba todos os dias Deixo-a vazia Descarrego as baterias Sou o meu próprio Messias Cresço em andares Sob novos pilares Aos pares A queda pode ser levitação Se perderes o chão E te encontrares A construir sem mãos Abandonas o lar Deixas de te acomodar Apenas soprar Que nem um lobo sem ar Residência é aparência Reflecte a tua demência De um lugar que ao invés de sitio É coisa Que poisa E é concreta Poderia ser secreta.
Mente corrupta que procura  Haverá razão sem amor? Compreensão sem pudor? O que é razão senão loucura? O que é loucura sem bravura? Sempre segura Convicta Impura
O medo é inconseguimento Por si só Uma linha com um nó Um contra movimento Decerto que funciona como uma seta Despoleta Quanto mais contrais Mais esse movimento atrais É assim que tudo funciona Se amares o movimento criado Que te foi dado Para ser testado