Recria a realidade
na veracidade do momento,
que muda o foco ao vento,


no balanço dos sentidos
e gemidos, tremidos de sufoco,
é esta a vida de um louco.

Vê a vida disforma,
sem expectativa nem norma,
vive a vida de Shiva,
transforma.

Aceitar a sua loucura
é pura ternura
de igual sem igual.

Não tenham piedade,
ele não aspira sanidade,
não procura louvor,
é percursor da liberdade e do amor.


Sem rejeição,
agonia e fantasia,
tal não existiria.

Talvez este não seja o louco,
não há nada de errado,
em não ter sido encantado,
pela cabeça de outro.

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