Parece-me que existe a
necessidade de se fabricar razões definidoras
e concisas para que o artista possa ser levado a sério, por outros termos, lidar
com a vida e com a arte como uma ciência. Há que quebrar com os modelos de
pensamento, com a extrema fé imposta no pensamento racional. Vive-se na ficção
da resposta certa, da maneira certa, como se uma das parcelas pudesse ser o
todo. Se a informação não for explicativa, directa, de fácil acesso, não terá
espaço na prateleira do conhecimento, por não ser catalogável, é então desaproveitada e posta de lado, dificilmente
chegará a ver a luz do dia ou a dar luz ao dia de alguém.
Não é altura de sermos pessimistas, é altura de sermos artistas.
Não é altura de sermos pessimistas, é altura de sermos artistas.
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