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A mostrar mensagens de janeiro, 2014

Kodomo - Concept 16 (+lista de reprodução)

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Equilíbrio É partir-me ao meio Estimar a desarmonia Arrancar o Freio Saborear as duas faces da lua Voltar da rua nua Escutar a pulsação de Gaia Onde aprendi a respirar A concentrar A ir e a regressar Tal como a pangeia Caminho lentamente sou apenas um grão de areia Relembra-me o movimento do berço Que me acorda e adormece Restabelece Disseram-me que derreter o universo valia por uma vida Isso cresce em mim Tornou-se uma corrida Mas se posso derreter um Irei derreter mil E esses mil Retornarão Que nem um furacão Sou o meu próprio catalisador Ergo descargas inconstantes Vivo a minha dor Faço a minha parte Crio diamantes para os habitantes Mentes brilhantes sem fulgor
a dualidade é o berço  essência do movimento gesto dividido em dois o que sois número dois  um mais um fazem dois noite e dia quente e fria a sincronia  como eu já repetia
voltei voltar a volver.
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. uma brincadeira com material esquecido na pasta dos perdidos e achados do meu disco... poderá complementar-se de alguma forma com o poema que está por baixo, principalmente se o registo tivesse sido feito logo em video. https://vimeo.com/85304738  
O gesto Não é um facto; É descoberta E Destruição; É presente, Sensação em acto. Gestos doentes São frutos da mente, Inflamada de raciocínio, Puro domínio! O gesto primordial É a cura, A procura impura, De um doente mental. Pintar é viver experiências! Transgredir as aparências! Descobrir o dom de errar, Persistir, Equivocar, Fundir, Desobedecer, Incorporar. Nunca encerrar; Sempre libertar! Também eu nasci de um gesto. Adoeci pelas mentes alheias, Que procuram em mim o que eu não sou. Sou então uma pintura. Um conjunto de gestos, Que procuram em si A sua cura.
orelhas quentinhas o karma desta noite de inf/verno
Portugal fazes parte da Europa Ocidental instituída, reduzida cada vez mais racional perdeste-te no caminho desviaste-te para o vizinho vendeste o pãozinho e agora o zé-povinho? carregas ideias putrefactas estás doente da razão segues as leis da comparação já só escreves actas copia e cola manda fora traz de fora vê a bola é isto ser português?
se o mundo falasse a linguagem dos olhos tudo estaria em sintonia
o que sentes é culpa minha não porque criei os teus monstros mas porque os trouxe ao de cima abri-lhes as portas sem te pedir sem que pudesses fugir fugi eu dos meus medos e alcancei os teus na ingenuidade egoísta de me mostrares o caminho que era meu para percorrer no meio de tudo ambos erramos ambos nos diminuímos e controlamos julgámos e castrámos fomos chumbo no fim da linha fomos o que sempre foram para nós coletes de força
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A mão que segura o pincel é seduzida pela dança da descoberta, a dança da vida.
A vela apagou-se Derreteu até ao fim Luzia brilhante e era do tamanho que nunca vi Rodopiou e parou De repente tornou-se serena Tal como eu
  A atracção é um movimento natural, cósmico, universal Obedece a coordenadas e frequências sincronizadas Cegas as rotas do coração Imobilizam com medo da colisão Dois universos fundidos podiam chocar ser uma nuvem conjunta criada por orgasmos  que os destroem e recriam a cada folgo os olhos que nada dizem são como buracos negros que atraem tudo ao seu redor ilusão da criança ingénua Que cresceu  antes do tempo bebes do  teu próprio veneno para descobrires a cura que só a sintonia pode tratar Espíritos semelhantes aproximam-se e afastam-se Contemplam-se de longe a colisão não existe sob meros olhares corpos que obedecem cegamente a sua rota continuarão a segui-la eternamente talvez existam para se contemplarem ou mudarem o rumo do seu trajecto por enquanto rodam apenas sobre si pois só a si obedecem
se falhar falharei apenas para contigo o meu lado está seguro são as inseguranças que me despertam e as falhas o meu dom amo-as e desprezo-as a cada instante não me mostram quem sou mas o que poderei ser um dia serei o que nunca fui pois um dia fui o que nunca voltarei a ser doce amarga consciência que me afastou de não ser aquilo que querias que fosse sem saber
Anónimo  disse... destruction is THE ONLY form of creation. when you create something you are desconstructing the reality as you know it. even when you think you are arranging space for the possibility that doesn't exist in the reality Criação Destruição é movimento Acidente e intento Possibilidade é a corda de um peão Criação é isso então A origem está no exacto centro do paradoxo Movimento convergente Está nas extremidades, nos olhos da criança e na extinção aparente Perdes-te nas questões da moral Viajas pelas ruas do medo E tropeças nas nuvens dos sonhos Para chegares à terra de nenhures Onde encontras terreno fértil Para prosseguir a viagem  Sob os mesmos pólos  Sempre os mesmos pólos Sempre a mesma criança Sempre a rodar sobre si mesmo Tão sábio movimento inerte Tão sábia a  espiral que nos envolve Que nos escapa a cada instante Nesta  loucura De apenas continuar a rodar.
seja lá quem fores vai com o vento seja lá quem fores volta com ele
Os sonhos - Centram os pólos, Desvendam a crosta e o núcleo, Com a intensidade de um sol Ou a de um borriço quente. As paixões que carrego - Subtraídas a zero, Elevadas a mil, Caiem como folhas de outono Levadas por um vento Que se descobre ao assobiar. O que é baço torna-se transparente, Resplandecente. Os movimentos tornam-se Frágeis, toscos, Com graça… Graça de um corpo Também apagado Tal como deve ser Os olhos tornam-se espelhos De uma das faces lua. Uivam de satisfação! Grunhem sedentos de luz! Pois estão do outro lado, O lado de quem nada sabe, E tem tudo por descobrir.
Esta forma de pensar que todas as coisas são comuns e partilháveis, que todos pertencemos a um tempo e espaço igualmente comum e como isso afecta todas as formas de pensamento e formas sensíveis da nossa percepção do mundo, foi como que uma revelação para mim e decerto muitas pessoas que acredita(va)m num individualismo absoluto. A arte age enquanto expressão e presença, pensar numa relação “causa-efeito”, é uma ilusão, ou diria mesmo uma fracção da realidade. É fundamental perceber que existe algo fora do triângulo espectador – obra – artista, entre o pensamento que levou o artista a produzir, entre a obra ela mesma e o espectador. A maneira de entender e correlacionar o que vê, é o que torna o espectador parte de um colectivo, é através dessa experiência individual, de correspondências dentro da realidade colectiva. A experiência individual torna-se comum por todos partilharmos desse processo ou aventura intelectual como refere J. Ranciere . relativo a : Ranciere Jacq...
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in my studio
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Trabalho de Video texto "Brumas". Usem fones ou colunas ;) https://vimeo.com/84469168 Os versos de “Brumas” centraram-se na vontade em reflectir acerca da realidade e invariavelmente da questão do ser. Qual a melhor forma de falar da realidade se não através da ficção, da aparência, que no fundo é tudo o que nos é permitido, é tudo o que nos é dado a ver. A desaceleração do tempo é importante, este molda-se em função da percepção interior de cada um, pode guiar e iludir, fazer tropeçar. A dita realidade não passa de um jogo aparente, estranho e não natural. A paisagem pode sugerir um estado de espírito; entrar num sonho ou acordar dele. A voz interior e as sensações são os únicos guias que temos para nos libertarmos das restrições de realidades que talvez não nos pertencem. Partilhar a ideia de viagem interior é essencial pois faz parte do processo de consciencialização da percepção e apreensão de todas as realidades interiores e exteriores que cada individuo ...
O artista não usa a retórica, usa a verdade, a única que conhece, a sua; mutável. O artista não explica, não traduz. O artista não é arte, faz arte. O artista transforma a essência em forma. A forma de arte passa a ser a forma da vida e vice-versa.
O artista é um Homem corajoso.  Caminha em extremos, encontra o meio do paradoxo. Não se pode deixar diminuir por mentes diminuídas.  O artista não responde, pergunta, refuta para fugir da inércia.
O artista descobre o absoluto no insignificante e o insignificante no absoluto.
O artista não tem que ser socialmente aceite, não tem que ser bom comerciante, bom orador, ou bom cidadão. Tem de ser arte. A sua (re) criação.
Os artistas não são seres que procurem a racionalidade, se a procuram é porque já a encontraram.
Homem traduz-se, ser homem não.
A poesia não se explica, a arte não se explica, a sensação não se explica. O silêncio não se traduz.
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Não me leves nesses caminhos     Sem viagem nem voltagem   Deixa-me na próxima paragem
Words are beautiful demons Real magic Sometimes black, every time light Dark light Bright light Light it is Daemons are as luminous as angels Sharp knifes An opera Sometimes a smile. 
Pretending is as real as being who owns this realm? Realms king? My eye is my king My asshole yours.

Brumas

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Cego é o olho que não sente. Não tem identidade. Não tem escolha. Não tem voz. Não tem olhos. Não tem sentidos. Não tem humanidade. Não sabe estar só É por isso tão real Adaptado e imaculado. Sente-se Impotente Não se eleva Não sabe se mover imóvel Sabe ser imóvel em movimento. Um mundo construído É tão real como o seu ser Ser mascara, ser sombra, Ser tempo, ser espaço,  Levado ao acaso. Por egos em massa. Cego é ser-se razoável. Falso é o Novo. Já é velho no presente. O presente é inalcançável. Tudo o que é real é inalcançável. A realidade está condenada pelo seu nascimento. Não se pode parar. Habita fora de si mesma. Move-se. Move-se apenas. Está preso no sonho de alguém. Na viagem de alguém. Tudo o que resta é ser movido. Ser sombra. A miragem de alguém. Até que se desvanece na paisagem Perde-se, Confunde-se. Cumpre o contracto enquanto cidadão Morre sem ter vivido. Ponto, linha e ponto. ...