Esta
forma de pensar que todas as coisas são comuns e partilháveis, que todos
pertencemos a um tempo e espaço igualmente comum e como isso afecta todas as
formas de pensamento e formas sensíveis da nossa percepção do mundo, foi como
que uma revelação para mim e decerto muitas pessoas que acredita(va)m num individualismo absoluto.
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A arte age enquanto expressão e
presença, pensar numa relação “causa-efeito”,
é uma ilusão, ou diria mesmo uma fracção da realidade. É fundamental perceber que existe algo fora do triângulo espectador
– obra – artista, entre o pensamento que levou o artista a produzir, entre a
obra ela mesma e o espectador. A maneira de entender e correlacionar o que vê, é
o que torna o espectador parte de um colectivo, é através dessa experiência
individual, de correspondências dentro da realidade colectiva. A experiência
individual torna-se comum por todos partilharmos desse processo ou aventura intelectual como refere J.
Ranciere .
relativo a : Ranciere Jacques, «O Espectador Emancipado», Wmf
Martins Fontes, 2012.
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