Os sonhos -
Centram os pólos,
Desvendam a crosta e o núcleo,
Com a intensidade de um sol
Ou a de um borriço quente.
As paixões que carrego -
Subtraídas a zero,
Elevadas a mil,
Caiem como folhas de outono
Levadas por um vento
Que se descobre ao assobiar.
O que é baço torna-se transparente,
Resplandecente.
Os movimentos tornam-se
Frágeis, toscos,
Com graça…
Graça de um corpo
Também apagado
Tal como deve ser
Os olhos tornam-se espelhos
De uma das faces lua.
Uivam de satisfação!
Grunhem sedentos de luz!
Pois estão do outro lado,
O lado de quem nada sabe,
E tem tudo por descobrir.
Centram os pólos,
Desvendam a crosta e o núcleo,
Com a intensidade de um sol
Ou a de um borriço quente.
As paixões que carrego -
Subtraídas a zero,
Elevadas a mil,
Caiem como folhas de outono
Levadas por um vento
Que se descobre ao assobiar.
O que é baço torna-se transparente,
Resplandecente.
Os movimentos tornam-se
Frágeis, toscos,
Com graça…
Graça de um corpo
Também apagado
Tal como deve ser
Os olhos tornam-se espelhos
De uma das faces lua.
Uivam de satisfação!
Grunhem sedentos de luz!
Pois estão do outro lado,
O lado de quem nada sabe,
E tem tudo por descobrir.
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