Tenras miragens que reaparecem a cada som de cada
pássaro.
Nuvens, que consomem todo ar que respiro.
Trocas entre corvos de língua cortada.
Janelas e portas entreabertas.
Mensagens e setas...
Jogam à roleta da sorte,
À procura de norte.
Expiro trocadilhos e cantigas populares.
Contos de gente,
Batalhas navais,
Jogos de clarividência,
Xeque-mate.
Estratégias calculistas, em branco,
Treinadas em gestos de esponja,
Torcidas, gastas e esclarecidas,
Escorrem água que não me sacia.
Estéril ou suja,
Eu não a beberia!
Procuro a nascente,
Que filtra a sua própria água,
Enlaçando-se nos meus ramos frágeis…
E em conjunto, que floresçam as mais belas flores,
Que chamem os mais belos pássaros,
Entre as mais belas nuvens!
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