.Os dias estão curtos demais para serem saboreados.


                               As memórias,

Desligadas,
                           São escuras como os meus sonhos.


Não me lembro do que fui antes da ferradura que me protege os pés…


(...)

Esfolei os joelhos;
Gritei nos recreios...
Seguia o céu e não o chão...
O coração?

(...)
Fui a canção que alguém esqueceu…
Sou a canção que alguém escreveu...
                                                                          Ninguém seguia,                                                                          o meu ritmo,           
Tirania!

Descalcei-me por rebeldia,
         Hoje tropeço porque não a seguia.

Senti a asfixia de ocultar o doce instinto,
Suprimida por suprimidos,
Cravada por desconhecidos.
Amava e esperava...
O retorno do pulsar. 
Sem me deixar atrapalhar.


Odiei ouvir os conselhos
Dos que imitam o padrão e equeceram o que são.
Segui-os em aprovação,
Retornei com um rasgão.

(Os padrões das correções:
Hipocrisia. 
Corrente transparente. 
Calada consente. 
Manchas escuras. 
Fracções impuras. 
Imitações seguras.
Arrependimentos sucessivos. 
Na espiral retidos.)



Corri para dentro da casa que construí;
Aí ninguém me ouvia nem teria de ouvir.
E agora, adormecidos, ninguém sabe sorrir…


(...)

Rastreio a esperança,
Por onde vou.

Seguro o tempo que lhes escapou
e vou molda-lo em antigos sonhos que ninguém ligou.

Comentários

Mensagens populares deste blogue