Perco as chaves de minha casa todos os dias
E todos os dias elas ressurgem no meu bolso vazio.

Ao som do latido dos cães de rua (esfomeados),
Encho-me de sentidos que ressoam como um leve assobio.

(Traz-me de volta,
À minha casa.)

As imagens que me deste a provar,
Fermentadas por desvaneios primaveris,
Lembram-me momentos de voo,
Leve e estável, como não sou.
(Flor-de-lis!)

Alimento-me com todos os males que me fazem sentir viva,
Com todos os doces achocolatados que nunca saboreei.

(Leva-me ao teu quintal.)

Saboreio a vida, 
Num fogo altivo,
Em que suspirei,
vivo!

(As chaves de minha casa...
Talvez um dia as saibas encontrar.
As flores do teu jardim...
Talvez um dia as possa regar.)

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