Havia um mundo entre nós. Um mundo que não era mundo mas um sono profundo.


Tic tac, tic tac…TLON, TLON _________________________ …


Parou o relógio de minha casa __________________ O tempo passa e o relógio, parado, não sabe que vive.

Um dia, igual a todos os outros, despertou. Chamou o tempo para que o achasse. Não sabendo o que é o tempo, seguiu-o fielmente. Percebeu que é somente um compasso. Alegre. Ao ritmo de cada novo instante. Na sua rota.

Marca o seu ritmo, ao ritmo do tempo, ao tempo do seu ritmo sem impedimento. Ritmo. Tempo. Tic tac. Tic tac. Sempre a rodar. Rodar. Rodar.

Olhos que o olham são donos de outro tempo em contratempo. Olham as horas não vivem o tempo. Não vivem demoras num momento. Foi num momento, tal como este e todos os outros, diferente, que voltei a conhecer-te. Reconhecer-te. Vir a ter-te.

O mundo. Eu. Tu. O mundo.
O Tempo. Roda. Roda. Eu. Tu. O tempo. O tempo. Roda.

Seguir-te é ser do mundo. Seguir-me é reinventar o mundo.


És também a medida das distâncias. Aproximo-me. Havia um mundo entre nós. Um mundo que regressou a ser mundo com o retorno do relógio de minha casa. Tic tac. Tic tac. Voltou a ter voz.

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