Fui como a foz de um rio.

Desviara-me das pedras de embalar,
Seguindo a corrente sem olhar.

E agora a solidificar,
Quero apenas desaguar
E me misturar.

Diluir-me em frente,
Nas novas correntes,
Desafogar-me eternamente.

Ser mar, purificar,
Amar, viajar,
Ser a cor do meu mundo,
Azul profundo.

Ainda suspiro a negação negativista,
Do que me envolve,
De mim mesma, derrotista
De ser artista
E até alquimista.

E espirro os ventos gélidos,
Das correntes da minha mente,
Outrora benevolente.
Frágil mente,
Frágil sente,
Correntemente.

Empurro-me lenta,
Com medo do vento.
E não sinto ainda o quente,
Pois só o coração sabe
Fazer de mim gente.

Ando mais devagar,
Obediente.

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