lua
   crua
rua
 grua

brilhas                     distante

excitas, suscitas

em mim         vibrante         
cintilante

aqueces-me a alma fria


em sintonia
com o            passado
   resfriado


eu e tu
debaixo do sufoco.

              (libertam-se os loucos
               que não uivam
               em matilha)

brilha brilha
lu(a)zinha
devolve-me o sonho
que não espalhei sozinha

                     escureci enfraquecida
                     traída
                     por mim perdida

        Confronto
mistério poderoso
sigo o brilho imperceptível
             invisível
           apetecível
         inesquecível
parar de querer escurecer
é não pensar viver
          mas quem não segue a luz
perdeu o espírito
            na cruz

relembra-me o que em mim seduz
receio em contraluz

Vejo-te a croa
sigo-te na proa

lua
somos do mesmo
brilho
e rua


voa.

Comentários

Pedro M disse…
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;-)

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