lua
crua
rua
grua
brilhas
distante
excitas, suscitas
em mim
vibrante
cintilante
aqueces-me a alma fria
em sintonia
com o
passado
resfriado
eu e tu
debaixo do sufoco.
(libertam-se os loucos
que não
uivam
em
matilha)
brilha brilha
lu(a)zinha
devolve-me o sonho
que não espalhei sozinha
escureci enfraquecida
traída
por mim perdida
Confronto
mistério poderoso
sigo o brilho imperceptível
invisível
apetecível
inesquecível
parar de querer escurecer
é não pensar viver
mas quem não
segue a luz
perdeu o espírito
na cruz
relembra-me o que em mim seduz
receio em contraluz
Vejo-te a croa
sigo-te na proa
lua
somos do mesmo
brilho
e rua
voa.
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