Lambemos as feridas em lágrimas
Que saram a sal e sabem a cal.
Derramadas por olhos que deixaram de ver
Por se centrarem somente no seu querer.
Não ajudam a resolver
Só sentem dor acrescida sem poder.
Amar é aceitar a ferida constante
Que nunca fecha verdadeiramente,
Fecham os tempos
Em novas frentes,
Quentes.
É assim o ciclo:
Pintar a ferida,
Falar sobre a ferida,
Ouvir a ferida,
Amar a ferida;
Somos ultimamente uma ferida conjunta,
Que sara mais forte a cada novo golpe,
A cada nova queda;
Sempre em conjunto
A partilhar saberes
De como sarar esta ferida,
Que não é visível ao olho
Mas perceptível ao coração,
Destemida!
A vida é só sensação e a ferida a nossa comunhão.
Quem tem medo de construir o seu chão,
Pensa ser em vão,
Esperam pela morte sem destruição!
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