Segredas-me ao ouvido as mais belas canções
E contemplações estelares!

Como se mil vozes tivesses,
Como se de mil olhos te servisses!

A universalidade que me transmites
Reflecte-se nos meus espelhos.

As Linhas do tempo,
Paralelas,
Mostram-me o ritmo de ser sem o ego.

Escorrego,
Pelas línguas que falas sem nada alterar.

Universalidade,
Tu és o que sou.
Mostras-me onde vou
Para lá de mim sou.

Mostras-me o fundo,
O meu lado fecundo.

E o amor que nos resume
Está para lá do que sempre fomos...
A razão que nos consome,
Deixou de ter fome!

Mergulho no lago das estrelas;
Sou cadente,
Sem rota ,
Remota.

Colido.

De tempos a tempos,
Respiro e expiro os males de existir
E elevo!

Os tons raiam e vibram.
Cortam o véu
Que vive para lá do meu céu.
Escalo as parede do réu.

E volto a ser azul
A cor do meu bule.

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