Se pensarem em reflexo
A vida é em si
Uma quarentena

A prisão necessária
Que nos alenta
À liberdade de expressão
Que ainda nos atormenta
O coração

O livre arbítrio
Que tanto esperamos
Existe dentro de uma realidade
Que nos parece distante
E assim nos calamos

Não manifestamos
Nem em sonhos nos realizamos...

Seremos assim uma nação?
Cheios de gripe ou tédio
De ouvidos entupidos
Sem remédio?

O oráculo interior
Movimenta-se entre a perda
E a conquista do
Do nosso amanhecer

O sistema a que chamamos de tempo
Não é mais do que a vida, fingida
A combater, o pulsar
do teu viver

Vives em contratempo
Com o teu próprio ser
Não o consegues ver?

Sente a resistência necessária
De olhar sobre a escolha
Da tua própria sentença
Embrionária

Após a reflexão
Não será esta mais uma
Prisão?

A da mente, demente de razão
Que é também quarentena
Que te adormece
O poder da imaginação?

Mas também a sensação
É prisão
Quando ages sem pensar
É por isso tão difícil  acordar

Manifestar é para mim
A única forma
De me afastar
Da norma

Escolhe sempre a outra forma

Pois é quando te permites
Em solitude
Que sentirás a tua
E mais pura virtude

Que se chama humanidade
Individualidade reunida
Como uma só verdade
Outrora esquecida. 

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